- As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho…
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!
- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs alma nos cedros… no junquilho…
Esta árvore, meu pai, possui minha alma!…
- Disse – e ajoelhou-se, numa rogativa:
“Não mate a árvore, pai, para que eu viva!”
E quando a árvore, olhando a pátria serra,
Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!
Tia Odete faleceu. Não pude velar o seu corpo. Nem mesmo acompanhá-la ao cemitério. Também não assisti ao desaparecimento do caixão no momento em que a areia preenchia a sepultura. Muito menos ouvi os lamentos das tias (Como é possível conviver a vida inteira com uma pessoa e, repentinamente, perdê-la?). A pergunta, aos prantos, é inevitável: Por que, meu Deus?
Também não estarei presente quando da leitura desta crônica. Quantas vezes não deixamos de prestigiar aqueles que amamos por estarmos ocupados demais? Quantas vezes nos afastamos quando alguém precisava apenas de um pouquinho de atenção? Quantas vezes fomos egoístas e mesquinhos quando o mais sensato era olhar para o próximo e distribuir, feito pétalas de rosas, todo o carinho de que necessitava?
Tia Odete era uma mulher forte. Não se aquietava jamais. Constantemente aqui e acolá. Era também de uma sinceridade peculiar. Olhava-nos nos olhos e disparava (Tiro certeiro!) o que sentia e pensava. Não deu à luz filhos. Mas deixou órfãos irmãos, sobrinhos e amigos. O que esperar, se não caridade, de uma mulher que, juntamente com as irmãs, abriu mão da própria vida (conquistas e sonhos) para cuidar dos pais? Imagino o vovô Zé Felipe e a Vovó Zulmira abraçadinhos com a filha querida. Retribuindo o carinho e a atenção. Explicando que ali é o Céu. Preparando mãe Dete para uma nova “vida” repleta de felicidade.
Há algumas semanas estive com ela. Conversamos bastante. Até sorri, ela também sorria, de algumas histórias, resultado da confusão mental em que se encontrava. Em sua doença, estava tranquila. Serena. Não havia revolta em suas palavras. Nem desespero nas atitudes. O olhar transmitia uma meiguice que impressionava. Em seus últimos momentos, recebeu de Deus o sossego enquanto presente. Resignada, aceitou a morte. Encarou a morte. Recebeu a morte, oferecendo-lhe a melhor cadeira. E deixou-se levar. Com a dignidade de quem soube viver. Com a dignidade de quem também sabe morrer.
A título de curiosidade, além de prestar minha fiel colaboração ao conhecimento de nossos irmãos parnaibanos, compartilho da importância desta data de infinita valia para todos nós, amantes da cultura. O Dia da Cultura foi instituído a 15 de maio de 1970 por decreto da Lei n.º 5.597, que criou não apenas a cultura como dia alusivo, mas também a ciência. O que poucos sabem é que tal lei foi criada em homenagem a Ruy Barbosa, grande político e escritor brasileiro, nascido a cinco de novembro de 1849. Justa homenagem, já é de nosso conhecimento o seu destaque ímpar no campo das letras e das ciências, não apenas no Brasil, mas no mundo.
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Ruy Barbosa nasceu em Salvador, Bahia. Polivalente, foi advogado, jornalista, jurista, diplomata, poeta, prosador, ensaísta e brilhante orador – dominava a língua portuguesa como poucos. No campo literário, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras, cadeira n.º 10. Chegou a estudar com Castro Alves e desfrutava da amizade de Olavo Bilac, Alberto de Oliveira, dentre outros. Seu espírito era nobre, demonstrava profundo zelo pela Educação e Cultura. Na política, além de senador, quando proclamada a República, elevou-se ao cargo de Ministro da Fazenda do Governo Provisório; chegou a se candidatar à Presidência do país, porém, abriu mão em favor da candidatura de Afonso Pena. Era notadamente um homem culto e conhecia os principais centros da cultura mundial, desde o seu exílio político às missões de diplomacia. Foi tão respeitado fora do País que quando de sua morte a 10 de março de 1923, o jornal Times, de Londres, lhe dedicou uma nota de pesar, nunca antes concedida a qualquer estrangeiro.
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Falar de cultura envolve um leque imenso. A Cultura está no nosso sangue, na nossa socialização, em reminiscentes estros de artes produzidas a todo instante e espalhadas ao consumo de inúmeros cidadãos. Falar de Cultura envolve, antes de tudo, educação, saúde e crença. Somos seres culturais por essência. Assim como a família atua como célula da sociedade, a cultura atua como fator organizacional dessa célula. Um povo sem cultura é um povo sem identidade e, hoje, podemos afirmar, com total certeza, que moramos numa das mais privilegiadas cidades de valor cultural do Brasil.
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A terra de Simplício Dias da Silva, mais que uma simples cidade banhada por um dos braços do caudaloso Parnaíba, é um recanto de diversificada inspiração artística. Somos dotados de orgulhosas marcas de pioneirismos e singularidades. Hoje, no final desses quatro anos de muita luta pela revitalização de nossos costumes e tradição podemos nos orgulhar de sermos parnaibanos.
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Atualmente, Parnaíba enxerga sua cultura regional com um novo juízo… Vê-se o Bumba-meu-boi, tão premiado… Há alguns anos sua premiação não competia com a realidade que ele merecia, porém, sabedores de tal realidade não-condizente, logo, tratamos de reverter tal quadro, o que gerou maior brilho e beleza em nossos festivais, incentivando, inclusive, o aparecimento de outros bois brincantes vindos não só da Ilha Grande de Santa Isabel como também dos mais tradicionais bairros de nossa cidade. Mais uma vez, despontamos como a cidade de maior premiação “boieira” do Nordeste.
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Parnaíba, nunca em sua história enxergou tantos lançamentos de livro, e, num curto espaço de três anos e poucos meses, contabilizou a publicação de 24 livros, sendo 15 de autores parnaibanos. Parnaíba nunca esteve tão movimentada culturalmente, por que não citar alguns exemplos de minha gestão, quando Secretário da Cultura desta cidade? Criação do Museu do Esporte “Pedro Alelaf”, localizado em uma das salas do Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Parnaíba, Centro; Realização do Parnafolia (carnaval fora de época); Criação do Encontro Regional de Bandas Marciais; Criação do Reveillon de Praia da Parnaíba na Pedra do Sal; Criação do Concurso “Luzes de Natal”, motivando o espírito natalino; Construção do Quadrilhódromo na Avenida Padre Raimundo José Vieira, obra de caráter pioneiro e único em nível nacional; Tombamento da Casa Grande de Simplício Dias da Silva; Maior premiação da história do carnaval de Parnaíba; I Arraial Regional de Folguedos do São João da Parnaíba, onde participaram 18 cidades; Maior premiação do Brasil para os Bois Brincantes e Quadrilhas; Criação das Ligas das Quadrilhas; Criação da Sociedade dos Bois da Parnaíba; Comemoração dos 70 anos da Biblioteca Pública de Parnaíba; Tombamento da Banda Municipal de Parnaíba; Restauração do Jardim “Cajueiro Humberto de Campos”; Criação da Parada pela Diversidade Sexual de Parnaíba; Celebração do Termo de Cooperação Cultural com a penitenciária Mista “Dr. Fontes Ibiapina” e Fundação Dr. Raul Bacellar, para o empréstimo de livros aos detentos; “Natal da Luz”, chegada do Papai Noel no Castelo de Tó, na Praça de Eventos da Avenida Padre Vieira (primeira vez em 163 anos de Parnaíba); Tombamento a nível nacional do Centro Antigo de Parnaíba e, ainda por vir, o Recebimento (Projeto) do acervo (Moderno) da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro para a Biblioteca Pública Municipal.
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É por tudo isso, e o que há de muito acontecer, que só tenho a desejar um feliz Dia da Cultura a esta terra banhada em arte, rica em criatividade e repleta de valores inquestionáveis!
Em 2006, entre os dias 12 e 16 de maio, 139 pessoas foram assassinadas em São Paulo. Bandidos. Policiais Militares. Bombeiros. Guardas civis metropolitanos.
Salve. Geral. Selva. Geral. Selvageria. 373 ataques. Delegacias de polícia. Agências bancárias. Metralhadas. Ônibus. Carros. Incendiados. Escolas. Universidades. Repartições públicas. Fechadas. 25.000 detentos rebelados. As investidas foram uma represália à transferência de 765 presos para a penitenciária 2 de Presidente Bernardes.
O filme de Sergio Rezende, candidato brasileiro a disputar o Oscar de Filme Estrangeiro em 2010, retrata tudo isso e muito mais. A exemplo de Zuzu Angel (2006), a protagonista de Salve Geral também é uma mãe capaz de atitudes extremas pelo filho.
Mas, por incrível que pareça, a crônica de hoje não é sobre o cinema nacional. Nem sobre o amor materno. Muito menos considerarei as arbitrariedades da ditadura militar. Pouco me interessa quem são os responsáveis pelo salve geral que aterrorizou a população de São Paulo. Provocarei apenas uma intertextualidade. Na tentativa de estimular a seguinte discussão: Por que no Brasil é tão difícil estabelecer limites entre quem é o herói e quem é o bandido? Entre quem é o culpado e quem é a vítima?
Analisemos matéria publicada em importante portal de notícias de Teresina. A mais recente em relação ao assassinato, na cidade de Corrente, da professora Adriana dos Santos. Segundo os advogados de defesa, está havendo uma “verdadeira caça às bruxas em Corrente. Meu Deus, e olha que não costumo pronunciar o nome Dele em vão, Arnaldo Messias matou, de forma passional, a ex-namorada, no interior da Faculdade do Cerrado Piauiense. Meu Deus, que Ele me perdoe por incomodá-lo mais uma vez, o que fez a polícia se não investigar e conseguir que o criminoso finalmente se apresentasse? Meu Deus, prometo que é a última vez que Lhe reclamo o nome, quantas vezes precisaremos assistir aos belos discursos de advogados, interpretando a lei conforme as necessidades de seus clientes?
Francisco Carlos Constanze, em artigo intitulado Crime Passional, destaca: “O que vige no Código Penal é que a emoção ou a paixão não exclui a culpabilidade de quem fere ou mata uma outra pessoa. Portanto, para o direito penal positivado na norma escrita, não há tratamento específico e mais brando para o crime passional”.
Entendo que houve um assassinato. O triângulo amoroso esclarece o motivo do crime. Mas não desculpa. Assim como a desarticulação de criminosos, ao serem transferidos, também esclarece a instalação de um cenário violento. Mas não justifica.
É possível confeccionar máscaras
Máscaras pejadas de outras máscaras
Disfarces indiscutivelmente autênticos
De uma realidade estável fingida.
Quando a face enodoada pela verdade
Desarranja-se aniquilada em lágrimas
Há sempre novo semblante instável subposto
Impossibilitando o vazio e a escuridão.
O baile prossegue enquanto as sombras
Fazendo-se de gente valsam vistosas
A música espalha-se e propaga mentira
A dança não passa de enganação.
Às vésperas do vestibular da Universidade Estadual do Piauí, continuo sem entender o porquê da seleção, enquanto leitura obrigatória, de algumas obras literárias.
Sendo o processo de seleção estressante, cruel, discriminatório e intolerante – tadinho do pré-vestibulando que cometer um erro sequer! -, considero uma falta de sensibilidade sobrenatural a indicação de autores como Álvares de Azevedo e Mário de Sá-Carneiro. Não pretendo desmerecer ou mesmo questionar a capacidade artística dos respectivos escritores. Seria loucura, irresponsabilidade desmedida, não reconhecer a força inocente do melhor representante da segunda geração da poesia romântica brasileira. Seria também estupidez menosprezar a técnica e a versatilidade do poeta português.
A questão é: Manuel Antonio Álvares de Azevedo morreu aos 20 anos de idade. De tão egocêntrico e pessimista, deixou de lado as drogas, a vida boêmia e as doenças sexualmente transmissíveis para entregar-se à morte, noiva apaixonada e fiel que finalmente o libertaria do tédio.
A questão é: Mário de Sá-Carneiro, aos 26 anos, inadequado e disperso cometera suicídio. Estricnina e champanhe bastaram para que pudesse finalmente mergulhar no sonho e no delírio.
Esclareçam-me: apresentar a jovens tensos, pressionados pela família e pela sociedade, a possibilidade de uma morte precoce, expor a biografia de artistas deprimidos, exaltando-lhes a genialidade, servirá mesmo para quê?
Os contos de Noite na Taverna são tão sinistros, violentos e debochados. Os poemas do livro Dispersão tão tristes, amargurados e sombrios. Nossos alunos tão preocupados em corresponder às expectativas. Papais e mamães tão ansiosos em realizar os próprios desejos. Escolas e professores tão preocupados em estampar pelas ruas do planeta a inteligência e a felicidade do adolescente aprovado em todos os concursos, quando na verdade são tão poucos os aprovados porque não há vagas suficientes.
O que há, insisto, é uma despreocupação com a auto-estima de meninos e meninas. E se eu fracassar? Questiona o aluno de famosa escola particular de Teresina. Tornar-me-ei bandido, necrófilo, canibal? Fugirei da realidade, reduzindo a vida a uma seqüência de surtos que me levarão ao suicídio?
Permanecer triste. Quando se tem tudo o que sempre sonhou. Encarar a vida. Incerteza. Estremecer diante da eventualidade do amanhã. Questionar-se a respeito do ser. Do não ser. Permanecer atento a tudo aquilo que provoca dor.
Jeosá refletia. Há sete horas. Imóvel. No cantinho à direita do computador. Pensou. Pela primeira vez. Na espingarda de canos duplos paralelos. O enforcamento não era mais uma possibilidade. Idiotice. Torcer. Retorcer. Contorcer. Lençóis encardidos. Tolice. Sufocar. Abafar. Asfixiar. Lençóis bordados. O rubro nome de Joane.
Comprará muitas velas. Dias depois. Mil velas espalhadas pelo quarto. O fatídico dia. Mil pequenas línguas de fogo. O professor de literatura. A espingarda de canos duplos paralelos. Aquele aperto no peito de quando criança. Aflição inexplicável. Insistente. O coração. Instrumento desafinado de percussão.
Por enquanto. À direita do computador. Entre a escrivaninha e o guarda-roupa. Jeosá ouve os conselhos arrastados das três sombras. É a terceira visita. Em três semanas. Falam ao mesmo tempo. Mas o professor distingue cada uma delas com habilidade impressionante. Cada palavra é uma idéia. Cada idéia uma suposição. Cada suposição um caminho a ser explorado. Ao final de cada caminho. A espingarda de canos duplos paralelos.
Ouviu os pés pesados da mãe. Levantou-se. Voltou a digitar. A mãe entrou sem pedir licença. Deitou algumas roupas sobre a cama. Retirou-se. Não percebeu as lágrimas. As mãos trêmulas. A respiração cansada. Não percebeu o filho. Ali na escrivaninha.
Não sou muito de falar sobre as bandas, os estilos de músicas e as músicas, propriamente ditas, que ouço. Mas essa banda é especial: The Magic Numbers.
Fora do contexto padrão de alternative/indie, as melodias e as fortes letras das canções levam a banda a um nível superior. O primeiro álbum, intitulado “The Magic Numbers”, trás como carro chefe, modéstia parte, a maioria das treze faixas. Mornings Eleven, Forever Lost, The Mule (minha preferida), Long Legs… E por aí vai… Vale à pena conferir o trabalho deles. E vale mais ainda acompanhar o álbum com a traduçãozinha da canção ao lado.
O segundo albúm, intitulado “Those The Brokes”, preza mais para músicas, na minha visão, estranhas… Muito melosas… Mas merecidamente a banda limpa nossos ouvidos com “This is a Song” e “Take a Chance”. Lembrando que vocês, caros leitores, podem ter opiniões diferentes da minha, obviamente. Fica a dica de hoje.
Magníficas lições as lições que nos ensinam as lágrimas. Principalmente quando é uma garotinha chorando assustada porque você a decepcionou.
Aconteceu assim mesmo. Fui capaz de agredir e reprimir olhos brilhantes. Revelei-me incapaz de perceber o encanto de uma menininha, caminhante anônima e discreta, esperta o bastante para reconhecer em mim o ser humano que sequer chegarei a ser.
E como tem sido difícil encará-la agora. Mais difícil ainda enxergar a materialização dos próprios erros. Quando os olhinhos da princesa recuam, encabulados, infinitas punhaladas, em infinitos pontos do meu corpo finito, tentam em vão atingir a alma do professor. É que o professor, traído pelo poderoso 1150, lançou pela boca o espírito pútrido. Há apenas sobejo de arrependimento sustentando a matéria desalinhada de Jeosá.
Tentando racionalizar minha atitude, afirmaria que o estresse provocado pela quantidade de aulas embotou-me o raciocínio. Acrescentaria, em meu argumento, o crescente interesse, de muitos adolescentes, pela disciplina “estudar é a maior bobagem”. Concluiria com o inadequado e frágil lugar-comum: errar é humano.
Não importa o que fiz. Não pretendo mesmo explicar. Padeço, momentaneamente, de impaciência narrativa. Descrever a cena provocaria calafrios ordinários. Melhor então nem começar. O aperto no peito e as mãos trêmulas e o arrependimento, castigos impostos pelo carrasco chamado consciência, habitante da cabeça do jerico, já provocaram em Jeosá angústia suficiente.
Penso na menininha e nos olhos da menininha desde o fatídico episódio. Precisei de duas semanas para compor esta crônica. Não sabia exatamente por onde começar. Nem o que dizer. Muito menos como me desculpar. De repente percebi o quão importante seria apenas escrever. Cada palavra, por si só, revelaria o tamanho da minha preocupação. Cada palavra, insistente, maçante, entediante (que seja!), acalmaria o coraçãozinho de Niellyda.