Bem vindo a Parnaíba, bem vindo ao fim do mundo e de vida, inclusive da sua também. Muitas pessoas vêem a nós, escritores desse Blog reclamando de que nunca fizemos um texto benéfico a nossa cidade, e sim, a difamando deliberadamente. Pois bem leitores assíduos e críticos; procuremos algo e elogiemos então. Que tal a salada mista que é o gosto musical, literário e cultural de Parnaíba?
Rock, Hard Core, Heavy Metal, Reggae, Alternativo, Emo Core, Forró, Samba, MPB, Eletro, Dance, Funk… Enfim, como em qualquer outra cidade com pelo menos 100,000 habitantes, você encontra pessoas que ouvem de tudo a toda hora. O que se comenta por ai?
‘ - Ai ai, não me rotule ta okeis beibe? Haha ‘
Mas basta pegar o Mp3 da dita cuja ou ler o perfil dela no Orkut que só tem as mesmas merdinhas, manias de gente pobre sem cultura.
‘ BónÉKinHúh dIh PoRxélânháH’
‘ Paz e amor na cabeça, viva a vida 100% reggae minha gente =)’
‘ Mr. H@rd c0re’
Voltando a realidade, não da pra negar que sempre existe algo em moda, Parnaíba não escapa a regra, o que rola por aqui ultimamente é ser o alternativo da cidade. Por onde se passa, é todo mundo querendo se destacar e fazendo coisas que não fazia antes, falando diferente, ouvindo outras coisas, andando com outras pessoas… enfim, querendo ser mais um ‘ i wanna be ‘ alternativinho metido de merda entre dezenas de outros babacas. De volta ao túnel do tempo, o que era ser o diferente na cidade? Haha, é fácil dizer, por que eram poucas essas pessoas… Era aquela pessoa que ouvia uma banda que ninguém mais conhecia, aquela pessoa que lia literatura brasileira e não achava brega - por que não é brega -, aquela que se vestia de cinto e All Star o dia todo em todo lugar, sem falar na calça jeans. Era aquela que tinha pelo menos dois piercings no corpo. E também pelo menos duas tatuagens. Aquela que tinha um corte de cabelo diferente, assim como um horário diferente de sair de casa para a rua. Também era considerada alternativa quem fumava maconha, ou era reprovado de ano. Seja expulso ou não.
Que merda é ser alternativo na cidade hoje em dia? Se todo viadinho e piranha faz as mesmas coisas que citei acima. Se alternativo era ser diferente, 98% da cidade não é, por que todos se tornaram iguais.
O padrão decaiu e a cada dia ele diminui mais ainda.
Se hoje o chamado ‘ babaca ‘ da cidade é quem mal da às caras na rua, não precisa beber e fumar pra ser legal, e tem poucos amigos, mas que são o suficiente pra essa pessoa… Esse sim é o diferente da cidade, o novo padrão babaca e rotulado de alternativo da área. Por que pelo menos esse babaca é diferente de todos.
Me odeiem por dizer essas coisas, e por esse texto ainda não ter sido um elogio a cidade, mas ultimamente estamos cercados de idiotas iludidos e indecisos.
Por que preciso te amar?
Sabendo que não posso lhe ter tão cedo.
Por que não vivo sem você?
Se você consegue viver sem mim.
Eu te vejo indo embora.
Eu te vejo me culpando de sua vida ser um lixo.
E a culpa é toda minha.
Por que nada pode ser fácil entre nós?
As coisas andam tão difíceis ultimamente não acha?
Por que os dias contam rápidos e sonolentos em abril…
Se apenas sinto sono em setembro?
Por que ainda mandamos cartas?
Por que ainda não dizemos a verdade?
Acho que a hora de parar com tudo chegou.
Foi engraçado no começo, mas agora preciso saber a verdade.
Sem você para me fazer feliz
Sem você para desabafar as minhas mágoas
Sem o seu ombro para eu chorar
E nas horas difíceis do meu caminho
Fazer-me ver que a vida tem muito valor
Quando há amor
Pode ser que um dia
Quando olhares para mim
Não lhe direi palavra alguma
Mas se olhares dentro dos meus olhos
Verás que tu és o único motivo
Que os fazem brilhar
Sentirás no calor do meu beijo
O tamanho do meu amor por você
Ainda que um dia à distância nos separe
O tempo insistirá em me mostrar a sua importância na minha vida
Será a saudade…
Que a cada suspiro meu
Estarei lembrando de você
E quando não suportar mais tanta ausência
As minhas lágrimas serão como gritos
Chamando pelo seu nome
E talvez um dia…
Quando pensares em mim
Lembrarás que alguém sentiu algo especial por você
Um sentimento que pode ir muito além da imaginação
O melhor e o mais precioso de todos os sentimentos: o amor.
A história começa em um sábado, dia 12 de abril de 2008. Estando na casa do Raphael Pinto eu fui informado de ultima hora que no outro sábado, dia 19 de abril, haveria um show exclusivo e Vip da banda de eletro punk rock Montage. O local é a Boate Rock’ Da’ House. Agora muito bem pessoalzinho, eu tinha que fazer a mágica acontecer: juntar R$ 100,00 em sete dias pra poder viajar independente sem a ajuda da minha mãe! Coisa de filme… Haha.
( Indo para Teresina )
O plano de ação começou logo na noite do sábado que eu soube dessa história, comecei a esmolar dinheiro feito um louco para todos os meus amigos. Vendi meus livros, todos! Vendi um Cd, uma camisa e outras coisas. Fora as pessoas que me deram dinheiro por nada, sem pedir nada em troca. A odisséia durou até a quinta feira quando eu tinha juntado R$ 45,50. Comprei a passagem no mesmo dia a R$ 43,00 e uma carteira de Hollywood pra comemorar o feito histórico. Porra, eu tava zerado de novo, sem nada nada nada no bolso, apenas com a passagem de ida.
Dia da viajem: Fiz a prova de manhã na escola em cerca de 17 minutos. Passei na praça pra dar tchau por três dias pra essa cidade. Cheguei em casa, me arrumei e tchans! Rodoviária! Uns amigos me deram mais uma graninha e viajei com R$ 40,00 e meia carteira de Hollywood.
( Teresina )
Depois de mil paradas nas cidadezinhas no meio do caminho eu chego a Campo Maior às 16h, 1h adiantado que o normal. A garota que ia subir no mesmo buzu que eu peguei perdeu ele devido a essa chegada fora de hora, o nome dela é Layla. Cheguei em Teresina às 6h e desci na Ladeira do Uruguai. Logo na parada tinha um cara chamado ‘ Paulista ‘ que tava me esperando… Estranho. Ele me disse que ia me dar tudo que eu precisasse até a Layla chegar, que ela tinha pegado uma Van às pressas. Ele me comprou de presente uma carteira de Carlton e fumei ela até 6h45m quando a Layla chegou, nesse meio tempo uma amiga dela chamada Kelly sabia da minha chegada e me fez companhia. Fomos pra casa da Kelly que ficava á 1 km dali. Logo lá: comer, banhar, se arrumar. Depois de uma sessão de exorcismo na cama da Kelly, o que durou um bom tempo, tudo acabou lá as 00h, a Kelly já tinha ido pra uma Rave na quadra do lado e deixado a chave comigo e a Layla. Decidimos sair poro show do Montage! Primeiros fomos na Rave procurar a Kelly, mas ela tava entocada em algum buraco com deus sabe quem. Pegamos um taxi e chegamos na boate as 12h30m.
Show: Simplesmente perfeito. Com todas as palavras. Montage no Rock’ Da’ House. Daniel e Leco gostosos!!! Eba eba eba! Tava meio que lotado, o povo lá Indie e Alternativo de Teresina e tals… Drogas e tudo mais pra todo. Na entrada eu conheci o John, mó gente fina o cara ( John eu te amo! Aqueles nossos momentos foram perfeitos, rsrs ), ele me pagou o ingresso na hora. Lá dentro eu consegui pegar no Daniel suadão <3 consegui cantar Floor! Floor! Floor! <3 Porra, só sei que foi bom demais aquela coisa.
Ai o John deixou a gente em casa lá pelas 4h da manhã e dormimos eu e a Layla. No outro dia a Kelly volta pra Campo Maior às pressas e a Layla embarca pra lá também depois de um tempo, eu tava sozinho de novo em Teresina. Fui pro apartamento do meu cunhado ainda de manhã. Comi no restaurante dele, ai desci de carro com o John pra dar uma volta pela cidade… Shopping, centro, cinema, motel, etc… De noite eu tava exausto e mal deu pra aproveitar a Boate Gls de lá que eu ia com o John. Na segunda foi a hora de voltar pra Parnaíba no ônibus de 12:30m.
( A volta para Parnaíba )
Pois é, um bom filho sempre retorna ao lar… A minha tristeza em voltar é grande, mas fazer o quê né? Rsrsrs. Mal a gente chega aqui e já se da de cara com a pobreza do lugar, falta de estrutura, mas de qualquer jeito, Parnaíba é Parnaíba: é auto-explicativa.
A expressão bullying (valentão) abrange comportamentos agressivos de um ou mais estudantes contra outro, numa relação desigual de poder. Intencional e repetitivo, esse comportamento que se manifesta sem motivo aparente, envolve o ambiente escolar numa atmosfera de medo e ansiedade.
Bullying virou uma espécie de sinônimo de violência escolar. Todo tipo de agressão, seja ela física ou verbal, com o objetivo de humilhar e ridicularizar encaixa-se no conceito. Mais grave ainda é perceber que os agredidos acabam sentindo-se culpados, porque são feios, gordos, etc.
Os alunos, vítimas da hostilidade que os acompanha, muitas vezes durante anos, poderão não superar o trauma, tornando-se adultos negativos, hostis e com uma baixa auto-estima.
Mesmo sendo um dos principais problemas, diante de tantos outros que permeiam a educação de crianças e adolescentes, a prática do bullying só começou a ser de fato estudada há pouco mais de dez anos. Segundo o médico Aramis Lopes: “A única maneira de se combater o bullying é através da cooperação de todos os envolvidos: professores, funcionários, alunos e pais. As medidas tomadas pela escola para o controle do bullying, se bem aplicadas e envolvendo toda a comunidade escolar, contribuirão positivamente para a formação de costumes de não violência na sociedade”.
Felizardo (2007) é incisivo ao afirmar que o bullying está presente em todas as escolas. A questão é que essa violência muitas vezes não é detectada. Ou porque a pressão é tamanha que ninguém, inclusive a vítima, ousa denunciar o agressor, ou porque a família e a escola negligenciam o sofrimento que pode levar o indivíduo a cometer suicídio. A morte enquanto única possibilidade de libertação.
Pesquisas realizadas recentemente no Brasil revelam um dado preocupante: O bullying ainda é desconhecido por muitos profissionais da educação, saúde e segurança (FANTE, 2008). O Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar, em estudo apresentado em 2007, revela que “a média do envolvimento dos estudantes brasileiros no fenômeno é de 45%”. Dado bastante preocupante já que situa o Brasil acima da média mundial.
Em relação ao Piauí, o que se percebe é uma carência ainda maior de informações e estudos a respeito do problema. Tanto a rede pública quanto a rede particular de ensino carecem voltar-se para um fenômeno que já alcança números epidemiológicos.
E pra fechar com chave de ouro, a obra mais irrelevante da semana… Esse é o tipo de coisa que: vaza na internet, mas não conta pros amigos. Sir. Henrique Moreira na dança do Siri.
Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida; que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente…
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping).
Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior. Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será que nada dá errado pra eles?
Dá… aos montes!
Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote.
Que “audácia” contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição?
Justamente. O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho.
Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça…
Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia.
Então eu uso a “porta do lado” e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom-humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.
Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom-humor, não estrague o seu dia…
Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída…
Já que citei tal nome no texto passado, por que não escrever um texto para a mesma? Nossa tão saudosa Concha Acústica de Parnaíba… Foram muitos seus momentos gloriosos, até nos nossos filmes ela tem uma participação pra lá de especial, dêem uma olhada no vídeo abaixo, não me recordo em que metragem, só sei que ela aparece.
Por muitos e muitos anos, os folguedos foram realizados nela, como é uma grande área que ela tem, a parte do palco, supostamente, era usada para shows e apresentações artística, e por trás, onde se encontra uma quadra de esportes, e uma bela praça - onde se encontra também a Unidade Escolar Galhanoni – era usada para as apresentações das Quadrilhas e Bumba-meu-Boi.
Quem visitou algum folguedo, ou algum evento que sempre tinha, com certeza já presenciou, ou já ouviu boatos das grandes “Brigas de gangues” que tinham no local. Era incrível, falava em evento na Concha Acústica, se falava em briga. Os marginais deviam se preparar e esperar ansiosamente umevento do tipo, para poder preparar um verdadeiro arsenal de facas, facão, pás, pedras & afins.
Era marcado o encontro, sempre era a galera da G.D.C. (Galera da Concha), contra a galera ou do Bairro São José, Ou da famosa Lagoinha, ou do Bairro Piauí, ou de qualquer outra periferia Parnaibana. A Polícia, com seu enorme aparato, sempre aparecia, mas acho que eles achavam era bonito a cena do pessoal se flagelando… Era pau, era pedra, era o fim do caminho, era resto de toco, um pouco sozinho… E os policiais assistindo tudo de camarote…
Hoje em dia a Concha Acústica, espaço tão bom, com um ótimo palco, e como o nome já diz, com uma ótima acústica, vive abandonada servindo de moradia para a nostalgia de suas épocas de ouro… De vez em nunca que os membros de Igrejas Cristãs realizam missas lá, mas termina aí.
Fico a pensar
Será eu mal compreendida?
Ou eu mal copreendo o mundo?
Ocerto nao se propaga
O mal espalha e encrava
Frageis mentes humanas
Latifúndio dos erros
Corações, corações só acertos
Paro!!!! Ando de encontro ao acerto
Não, não para o ronco da chibata
Canso, canso, volto ao DITO inserto
E aqueles velhos sonhos de criança, após ver vários e vários especiais da Rede Globo mostrando aqueles cantores famosos. Influência, querendo ou não nós temos. Aqueles quatro que revolucionaram a música, tais de The Beatles… Renato Russo e sua Legião Urbana… Aquele tal de Cazuza… Ainda me lembro deles começando suas carreiras, aqui mesmo pertinho, tocando na Concha Acústica, apesar que as apresentações deles só davam um bom público em Comicios, Folguedos ou alguma festinha da Igreja… Nunca imaginei que eles fossem tão longe.
Agora são orgulhosos, passam na Rua e nem olham, pobres tolos, acham que me importo? Rum! Um dia ainda vão sentir inveja de mim. Mamãe pode é brigar mandando eu parar de fazer barulho pra não incomodar os vizinhos… Eu já disse pra ela: Mãe, um dia eles irão é agradecer por você ter deixado eu fazer meu Rock! - E ela com a mesma ironia me respondia: até lá meu filho, deixe-os em paz um pouco.
Gosto de fazer barulho mesmo! Barulho não, digamos, fazer meu Rock. Chamar a galera pra cá, carregando aquelas caixas e aquelas guitarras, que apesar de humildes, tem seu valor pra lá de especial pra nós. Voltar a subir naqueles palcos da vida, voltar a ser aplaudido, voltar a ser polêmico, o centro das atenções. Dificil sim, e muito, mas não impossivel.
Gosto de criar minhas músicas, minhas letras, soltar todas as minhas frustações num pedaço de papel, e depois, com a melodia pronta, sonhar que vou poder ouvi-la nos quatro cantos desse País, do Mundo! Imaginar um Clipe, um Grammy, a gravação do primeiro Dvd… Posso sonhar, doutor?!
Posso sonhar em ser famoso? Em dar autografos? Em ser reconhecido na minha Cidade? Em ter fãs? Mas desistir?! Nunca, doutor!