CPI da Literatura – Análise de obras literárias

Venho trabalhando juntamente com o Professor Ajosé em parceria com o colégio CPI de Teresina. Estamos trabalhando nas 8 obras indicadas para o vestibular da UESPI. Como levar esse trabalho até vocês? Videoaulas.

Segue abaixo o link de duas obras: São Bernardo e Sonetos de Camões. Na página da escola no Youtube você encontra mais vídeos disponíveis.

Visite: http://www.youtube.com/cpicolegio

Ajudem na divulgação desse projeto.

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Portal Liderança 95

A cidade de Parnaíba-PI ganha um novo portal de Notícias, entretenimento e variedades. É o Portal Liderança 95. Além de um vasto conteúdo, nele você pode conferir a melhor cobertura de eventos da região: Click Liderança.

E mais, um programa de WebTv que está chamando a atenção do público em geral.

Acesse: www.lideranca95.com.br e confira todo esse conteúdo!

Infantilidade

Há alguns anos passear pelas ruas de Parnaíba – pilotando uma barra circular vermelha (sem garupa!) – era uma tarefa cotidiária prazerosa. Afinal, transportar as namoradas no confortável (ironia!) varão da bicicleta rendia lá suas recompensas: cheirinhos e beijinhos no cangote da moça… roçar de joelhos no bumbum macio, nas coxas macias… (sensação maravilhosa de não dever nada a ninguém).

Senti-me invadido por essas lembranças graças a um encontro com certo aluno do ensino médio. Ao entrar em um ônibus, na Miguel Rosa (atualmente moro em Teresina), fui recepcionado com o seguinte comentário: professor ganha pouco mesmo… cadê o carro, Ajosé? O carro estava na oficina. Revisão de final de ano. Foi o que respondi. Rapidamente. Precisamente. Indignado. Não com o questionamento do aluno. Com o medo que me invadiu a alma de ser confundido, naquele instante, com alguém que precisa “pegar” ônibus todos os dias. Devo, inclusive, ter acrescentado: espero receber logo o MEU CARRO. Tom de saudade na voz: não vejo a hora de estar, novamente, com o MEU CARRO. Um pouco de esperança: amanhã, se Deus quiser, a oficina entrega o MEU CARRO.

O que eu não sabia, até então, incomoda-me demasiadamente. Em que(m) me transformei? Em que pedacinho do universo ficou perdida a humildade, sustentáculo do que havia de melhor em mim? Desde quando me tornei arrogante? Não será arrogância, prepotência, atrevimento – demência! -, sentir vergonha de estar aqui ou acolá? Estarei ensinando para os meus filhos tamanha imbecilidade? Serei professor de lições perigosas como as que assimilei, mesmo que subliminarmente?

Ainda não sei. Sei bem muitas outras coisas. Tipo: não desperdiçarei tempo precioso da minha vida reprimindo o que há de verdadeiro em mim. E o que há de verdadeiro em mim é aquela criança que perambulava pelas ruas do bairro Nova Parnaíba. Gritando. Cantando. Amando cada tiquinho de sonho materializado em experiências inesquecíveis. É aquela criança da Vieira da Cunha, sempre indignada com qualquer possibilidade de preconceito e discriminação.

. Ajosé 1150

Yeah, Rock!

Caros leitores, vou usar essa postagem para promover um pouco a cultura local de minha cidade, Parnaíba-PI. Além de escritor deste blog, sou baterista da banda Cadillac 23, dentre outras coisas. Estamos lançando um trabalho autoral. Devido a falta de recursos, só estamos com uma música lançada na internet, gravada de um show ao vivo.

Estamos participando do concurso musical “Olha minha banda” do Caldeirão do Huck, gostaríamos da ajuda de vocês, leitores do blog.

www.8p.com.br/cadillac23

Considero a música uma paixão, nas minhas composições, textos e poesias posso expressar todas minhas frustrações, medos, paixões… No caso, em especial, da música, tenho o sonho que minha banda consiga alcançar o cenário nacional. Romper as barreiras piauienses… Os músicos daqui sabem o quão é difícil o cenário musical por aqui. Contamos com vocês!

Todo Carnaval tem seu Fim?

Não. Indefinidamente, não! Para alguns “chicleteiros” de plantão, o carnaval dura o ano todo. O que há na cabeça de uma pessoa que só fala de carnaval e carnaval “fora de época”?! Aliás, o que vem a ser um carnaval fora de época?! Se já tiram quatro dias no ano para tal comemoração. Como já disse certa vez, nada contra o carnaval e quem gosta dele, eu até gosto, mas tem gente que “extravasa”…

Eu até acho que esse ano vou sair para dar uma voltinha no bloco dos sujos da minha cidade. E mais, ver as esbeltas dançarinas com seu rebolado fenomenal nos carros alegóricos de dois metros de altura… Não vou mentir, acho engraçado demais os bêbados dançando no meio da avenida… Acho mais hilário ainda as criancinhas – pequenos demônios – que sujam qualquer um que passarem no seu caminho.

Eu até já me meti por dentro do submundo carnavalesco, e por incrível que pareça, gostei! Mas é aquele tipo de coisa que não tenho saco de fazer todo ano… Indiferente de algumas pessoas que preferem vestir um abada o resto do ano, pra gritarem, ou pensarem que estão gritando: Eu fui pro bloco! Seus otários!

Nesse ano estamos até dando apoios para alguns blocos dos sujos, tanto aqui em Parnaíba como estamos dando apoio também para um bloco carnavalesco de Tutóia – MA. Então, aproveitando o espaço: Se você tem um bloco, mas está sem arte para o abada ou até mesmo artes para os preparativos finais, fale conosco. A Arte da Prolixidade apóia estas idéias.

. Ícaro Uther

It’s The End Of The World As We Know It

(And I Feel Fine!)

Sempre duvidamos da capacidade de Deus – se existir, claro – da natureza, e principalmente da capacidade do homem em destruir todo o habitat que ele tem ao seu dispor. Não sei se é pior ver a guerra que está ocorrendo, os desastres naturais ou o mundo em plena destruição.

E sabe de uma coisa?! Todos parecem não se importar com isso! Eu me sinto bem, sob uma leve garoa escrevo agora. Gosto desse clima ameno que está caindo na minha cidade. Gosto da chuva, gosto do frio, gosto do calor humano.

Que venha mais chuva, veremos se ela lava de verdade tudo de ruim que se passa nas nossas vidas e nos dá uma nova chance de redenção.

Mas agora parem as máquinas que vou falar sério!

Vai começar a época das chuvas, ou famoso: verão chuvoso. Brevemente vai voltar a ter alagamentos. Várias e várias famílias vão perder tudo, detalhe que algumas não têm nada e dizem que perderam tudo. Não entendo.

Não entendo também por que desde cedo a defesa civil da cidade, se é que tem defesa civil, não toma logo providência e cria um plano de assistência pra essas famílias. O que acho mais repugnante são os abrigos onde alojam as famílias, casarões antigos, jogados as traças, são agora, o lar de várias e várias famílias parnaibanas.

Triste ver várias crianças perdendo seu futuro por causa da água que cai do céu. Da água que deveria nos dar uma nova fonte. E tudo isso sem ter explicação, sempre os pobres sofrem com as condições a eles impostas… Enquanto isso, os barões assistem as gotículas de camarote.

. Texto escrito por: Ícaro Uther

Concha Acústica.

Já que citei tal nome no texto passado, por que não escrever um texto para a mesma? Nossa tão saudosa Concha Acústica de Parnaíba… Foram muitos seus momentos gloriosos, até nos nossos filmes ela tem uma participação pra lá de especial, dêem uma olhada no vídeo abaixo, não me recordo em que metragem, só sei que ela aparece.


Por muitos e muitos anos, os folguedos foram realizados nela, como é uma grande área que ela tem, a parte do palco, supostamente, era usada para shows e apresentações artística, e por trás, onde se encontra uma quadra de esportes, e uma bela praça – onde se encontra também a Unidade Escolar Galhanoni – era usada para as apresentações das Quadrilhas e Bumba-meu-Boi.

Quem visitou algum folguedo, ou algum evento que sempre tinha, com certeza já presenciou, ou já ouviu boatos das grandes “Brigas de gangues” que tinham no local. Era incrível, falava em evento na Concha Acústica, se falava em briga. Os marginais deviam se preparar e esperar ansiosamente um evento do tipo, para poder preparar um verdadeiro arsenal de facas, facão, pás, pedras & afins.

Era marcado o encontro, sempre era a galera da G.D.C. (Galera da Concha), contra a galera ou do Bairro São José, Ou da famosa Lagoinha, ou do Bairro Piauí, ou de qualquer outra periferia Parnaibana. A Polícia, com seu enorme aparato, sempre aparecia, mas acho que eles achavam era bonito a cena do pessoal se flagelando… Era pau, era pedra, era o fim do caminho, era resto de toco, um pouco sozinho… E os policiais assistindo tudo de camarote…

Hoje em dia a Concha Acústica, espaço tão bom, com um ótimo palco, e como o nome já diz, com uma ótima acústica, vive abandonada servindo de moradia para a nostalgia de suas épocas de ouro… De vez em nunca que os membros de Igrejas Cristãs realizam missas lá, mas termina aí.

. Texto escrito por: Ícaro Uther