
O Teatro no Brasil
Março 3, 2009
Não participo de uma produção teatral há alguns anos. Ando meio manco e desiludido. Pela primeira vez a ignorância de meu pai – “trabalhar de graça é perda de tempo, pagar para trabalhar é burrice” – parece fazer sentido. Não pelo trabalho em si. Mas pelo trabalho que dá, e acredito que não seja apenas no Piauí, convencer empresários e fundações (anti) culturais a investirem em projetos artísticos. O resultado: montagens medíocres. A fatalidade: um público desconfiado. A realidade (?): maravilhosos são os espetáculos com atores globais. A indignação: ais, suspiros, ais.
É que o teatro no Brasil já surgiu deformado. Uma desfiguração só. Doutrinário. Coube à Companhia de Jesus transformar peças teatrais em instrumentos de educação e catequese. Não confundir com as encenações gregas que visavam, através da dramatização, preparar, por exemplo, as crianças, para um amadurecimento saudável. Aqui, individualidades e anseios não eram respeitados. E ainda tem crítico que brada por aí que os autos de José de Anchieta são de orientação Vicentina. Seriam, se Gil Vicente, prematuramente, não ousasse questionar – o que importa se moralisticamente? – os mais diversos comportamentos sociais. Seriam, se Anchieta, corajosamente, produzisse textos engajados e compretidos com o seu tempo, como faria mais tarde, em seus sermões, o padre Antônio Vieira. Seriam, se o Brasil – a Ilha dos Papagaios – não fosse tão jovem e não se arrastasse às margens do Renascimento Cultural Europeu.
A supremacia do gênero lírico – durante os primeiros quatro séculos de vida do Brasil (leia-se Brasil oficial) – também atravancou de certa forma o desenvolvimento do gênero dramático no país. Se considerarmos que o gênero épico, a partir do século XIX, principalmente com o desenvolvimento do romance, cativava cada vez mais o público burguês, sobretudo o universo feminino, enxergaremos um teatro nacional tímido, que tenta despertar a atenção da burguesia fazendo-a sorrir da sua própria hipocrisia. Coube a João Caetano – e não a Martins Pena – numa época em que se encenava em barracões e tablados improvisados, profissionalizar o teatro brasileiro, através do incentivo ao mecenato e à subvenção estatal.
Já no século XX – sei que muitos ficam confusos assim como eu -, o descaso daqueles organizadores da Semana de Arte Moderna em relação ao teatro. Como é possível que um evento encenado (ironia cruel!) no Teatro Municipal de São Paulo, não tenha percebido a força da arte dramática enquanto grito de uma nova escola literária? Logo eles, os modernistas, que buscavam na realidade do cotidiano motivos de inspiração. Por que não foram capazes de, antropofagicamente, regastar os trabalhos de Tchekhov e de Antoine? De Stanislavski e de Meyerhold? Talvez porque não houvesse um dramaturgo entre eles. Antecipando-me a possíveis comentários a respeito da produção dramática de Oswald de Andrade, limito-me a explicar que as peças sequer foram montadas, senão décadas depois da fase combativa do movimento.
A partir dos anos 40 do século XX, a explosão. Bertolt Brecht, Tenessee Williams, Arthur Miller, Samuel Beckett, Jean Genet e Grotowski desdobram-se em Nelson Rodrigues, Jorge Andrade, Plínio Marcos e Ariano Suassuna. Em pleno século XXI, Ariano Suassuna, Plínio Marcos, Jorge Andrade e Nelson Rodrigues desdobram-se em tantos outros. Do Clássico ao Absurdo. Do Absurdo ao Clássico, o teatro brasileiro procura ainda (silêncio mórbido) construir uma identidade a partir de tantas outras identidades.
. Por: Ajosé1150
ta muito ruim naum explica nada do q eu queria!!!!!!!!!!!!!!:(
ñ está falando o que e teatro no brasilo ok………
Estou estudando Literatura Brasileira e durante as pesquisas encontrei esse texto, na minha opinião, muito interessante, pois a abordagem, tanto histórica como crítica, do processo que foi o inicio da literatura e as intenções da colonização, e, consequentemente, o “transplante”de modelos, tornou muito lúdico o reflexo disso em nossa sociedade hoje.Embora a situação não seja favorável, ainda acredito que a Arte vale por si mesma, então, caro amigo “Ajosé1150″gostaria de quem sabe,um dia presenciar a Sua Arte em ação!
Achei muito legal, estar bem resumido mas pracisa de uma mão que dê um geito em representar melhor o que vocês estão transmitindo,relatem historias, imagens especificas e bem objetivas para ficar mais interesante! mas por outro lado ta de parabéns ta muito legal!!!!
eu só queria achar a realidade do teatro brasileiro tah certo que aí fala umas coisa e bá mais nao era bem isso que eu queria!
E muito rui num explica nada
do qui a gente procura
esperava um site melhor
vol procurar mais pode ser
qui eu encontre.
jente quem entra add ai meu orku blz:
itamarpb@yahoo.com.br
eu aceito …
vc nao consegue concentrar ok ci liga
eu adorei participar desse descurso e o teatro no brasil.
Muito boa abordagem, bom resumo com bastante informação. Não perca as esperanças meu colega, um dia tudo vai melhorar, estamos no mesmo barco lutando pelo teatro. Só não podemos desanimar e achar que teatro só existe em S. Paulo e Rio de Janeiro.Buscando informações por aqui fiquei surpresa em encontrar uma listagem de atores e atrizes brasileiros e fiquei indignada ,só tem nomes dos atores da Globo. Ilário isso, quem fez não sabe de nada, desconhece os valores que temos em atores e diretores pelo Brasil afora. Mas… vamos em frente. abraço forte
nãao achei porcaria ninhuma ¬¬