Posts de Fevereiro 23rd, 2008

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O Medo do Louco.

Fevereiro 23, 2008

Medo da vida, medo da morte, medo da vida após a morte. Medo de trovões, relâmpagos e raios. Medo de viver a vida intensamente e morrer jovem. Medo de uma vida sedentária. Medo de amar. Medo de amar que já nos amou. Medo de amar quem nos ama. Medo de se aventurar. Medo de dar uma chance com quem já errou com a gente. Medo de ser feliz.

Será que apesar de tudo, nossa vida se resume em viver com medo? Será que tal medo pode ser tão produtivo quanto à vida? Devemos viver presos com medo das confusões que nossa mente faz?  Temos que nos render e no final das contas, deixar com que nosso medo tome conta da gente? Ou deveremos lutar?

Deveremos buscar a felicidade? Deveremos dar uma chance pra quem errou? Ou será praticamente improvável isso? Deveremos sempre viver na agonia de esperar tudo em nossas mãos, ou deveremos lutar por aquilo que queremos? Sim, devemos lutar sim! Mas e as derrotas? Elas virão sim, com certeza. Mas temos que ser bons o bastante para não deixarmos que essas derrotas nos derrubem. Temos que ser bons, para lutarmos e tentarmos ao máximo fazer com o que desejamos se torne real. Não passe de mera fantasia das nossas mentes loucas.

E que sejamos loucos, enfim. Que sejamos loucos de tentar o absurdo. Que sejamos loucos de tentarmos voar com asas de cera atravessando o céu, rumo ao sol. Melhor ser louco que ser fraco. Melhor ser o louco, do que esperar pela boa vontade das pessoas.

. Texto escrito por: Ícaro Uther

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Fragmentos de Um Sonho.

Fevereiro 23, 2008

Caminhando pelo centro de Parnaíba, por volta das duas horas da manhã, descobri que não a vida nessa cidade. Os carros passavam, mas não havia ninguém dirigindo, as portas abriam, mas ninguém saia nem entrava, a cidade estava deserta, não tinha nem um cachorro na rua. Olha que em toda rua tem um vira-lata!

Quando de repente eu olho para trás, e vejo que ali tinha uma outra pessoa. Como poderia ter outra pessoa, se eu disse que não tinha vida nesse lugar, só a minha? E realmente não tinha, era só um espelho. Então decidi me aproximar do mesmo. Ao chegar bem próximo, percebi que não era o meu reflexo, muito menos o de qualquer outra pessoa, e sim o de um outro lugar. Como isso era possível? Como poderia refletir outro lugar que não fosse o que eu estava?

Cada vez mais eu me aproximava. Ate que de repente eu fui puxado para dentro do espelho.

Se aquele lugar não era Parnaíba, parecia muito. Não havia ninguém, não havia movimento algum. Estava tudo deserto. Quando olhei para trás em busca do espelho, ele não estava mais ali. Como poderei voltar? Será que viverei para sempre aqui? Sozinho?

Acordei nessa parte.

Espero um dia continuar com esse sonho e descobrir o que ira acontecer.

. Texto escrito por: Victor Monteiro