Teria que criar um novo mundo, onde eu me criasse só.
Teria que ir encontrar vida em marte.
Seria o ser supremo que dominaria mentes e mentiria dizendo que seu nome não perambulava mais na minha cabeça.
Não sou capaz de te esquecer, não quero te esquecer, e se depender da maldita caixinha de surpresas que carrego dentro do peito, eu nunca vou te esquecer. Nem que o mundo caia sobre minha cabeça, mas eu sei que um dia agente vai ficar juntos. E que droga, estou generalizando tudo de novo. E sei que o que estou falando aqui serve pra muitos que estão lendo esse texto.
Sei que o que o Orácio e o Necro escrevem, o que o Ícaro escreve, o que o Johann e o Victor escrevem, tão fazendo muitas pessoas refletirem melhor sobre suas vidas.
E isso me deixa feliz, saber que de algum modo estamos ajudando a fazer com que vocês, caros leitores, se apegue aos nossos textos. Tais textos que falam de amor, amizade, carinho…
Mudando totalmente o contexto do que comecei a escrever; Queria querer agradecer de coração a vocês que nos apóiam e nos ajudam a escrever cada vez mais e mais.
Mas te esquecer? Isso não quero nunca. Nem que tenha que derrubar os sete dragões supremos. Nem que tenha que atravessar oceanos, mas te esquecer? Jamais. Meu coração ia ficar com um buraco imenso. Minha vida ia ficar sem um sentido, uma base. Desculpem, mais um momento de empolgação.
Agora, apesar de não saber, ele não tem mais motivos para ficar até o pôr do sol esperando. Mesmo sem saber, ele continua ali parado. Oitenta e três dias praticamente imóveis, sua vida se resumia a comer - tal precária alimentação - e esperar choramingando por uma pessoa que nunca ia voltar.
Na simples coleirinha que usara, um singelo nome estava marcado numa plaqueta de bronze: NEOQEAV.
Ninguém sabia por que o cachorrinho carregava tal plaquetinha. Desde sua partida, o seu dono o deixara na responsabilidade dos moradores daquele pequeno vilarejo. Tais moradores, que eram tão apegados com o cachorrinho, que o acolheram de braços abertos.
Seu dono embarcou em um ônibus rumo à guerra. Até o momento da partida os dois ficaram abraçadinhos, ambos com esperança de se verem novamente. Dias se passaram e ali estava o cachorrinho com um brilho tão grande nos olhos, aguardando ansiosamente a chegada do dono.
Meses se passaram e ali estava o cachorrinho, triste, cabisbaixo, esperando a chegada do dono que estava cada vez mais distante.
Até então o cachorrinho não sabia, mas já devia imaginar que seu dono fora morto em uma emboscada inimiga, mas mesmo assim, o cachorrinho ainda tinha esperança de revê-lo. Se não fosse nessa vida, seria na outra.
Eis que alguns dias depois o cachorrinho estava enterrado. Tomara que na outra vida eles se encontrem. Foi uma simples cerimônia, apesar de todo o vilarejo estar comovido com o acontecimento.
Mas seu dono deixou com seu animalzinho a sua prova de amor por ele. A plaqueta com as palavras: NEOQEAV. Não, esse não é o nome do cachorrinho, isso era pra Você Nunca Esquecer O Quanto Eu Amo Você.