Posts de Janeiro 27th, 2008

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Satirizando a Vida.

Janeiro 27, 2008

Às vezes paramos pra pensar: Por que tem que ser assim?

Por que quando fazemos uma prova, a gente se da mal, mesmo tendo estudado muito?

Por que quando terminamos um relacionamento pensamos: Por que acabou? Ou então: Por que começou?

Por que quando fazemos algo errado à gente pensa: será que vão descobrir?

Por que quando fazemos algo errado, descobrem?

Por que não podemos morar todos em uma única casa, em um único país?

Por que não somos todos irmãos?

Por que não podemos ficar sempre junto de quem a gente gosta?

Por que as pessoas não acreditam que é possível se apaixonar em apenas uma semana ou em um dia?

Por que a pessoa que a gente gosta, demora pra perceber que a gente gosta dela?

Por que tememos a reação dessa pessoa ao saber disso?

Por que tememos os mortos, se os vivos é que podem nos matar?

Por que tememos a morte, se todos nós morreremos?

Por que não tememos a vida?

É durante a vida que nós sofremos.

É durante a vida que nos arrependemos.

É durante a vida que perdemos amigos e familiares.

É durante a vida que a gente descobre tudo que fizeram para nos prejudicar.

E também é durante a vida que nós morremos.

E então, porque temos que viver em duvidas, se a maior duvida que podemos ter é:

Amanhã estarei vivo?

Se nós não estivermos vivos amanhã, não poderemos nos arrepender e muito menos fazer as coisas que deixamos de fazer.

“Se pode fazer hoje, porque deixar para amanhã?”

. Texto escrito por: Victor Monteiro

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Rabiscos d’Orácio.

Janeiro 27, 2008

Uma hora e cinqüenta e cinco minutos da madrugada. Orácio estava com insônia. Desde os doze anos de idade que tem esse problema. Já bebera agua, tomou um ou outro comprimido, e o sono que não chega. Aqui está ele escrevendo. Maldito sono que não chega. O sono dos Anjos. Sonhe com os Anjos, clichê usado desde os tempos mais primórdios.

Ao lado da cama, seu celular, seu mp4, e uma folha em branco postada ao lado de uma singela Caneta Bic com a tampa mordida. Por curiosidade, podemos dizer até, Orácio pega tal folha. De rabisco em rabisco surge um coração. Coração? Aquela caixinha de surpresas que carregamos dentro do peito.

De rabiscos em rabiscos surge um nome dentro de tal coração. Um nome, borrado, quase ilegível. & o celular tocando. Raios. Quem pode ser a tal hora?

Galerinha do mal toda reunida. Reunida entre aspas, mas sentia a presença deles ao meu lado. Presença tão agradável que me faz esquecer de tudo. Já eram duas horas. Conversa agradável. Noite do pijama via celular. Conversa agradável. Tempo de abrir o coração e se expor praqueles que você tem confiança no momento. Tempo de aderir à revolução.

Orácio ali, quietinho, ouvindo seus confidentes abrirem o coração e contar seus problemas. Um momento não agüentou, surgiu aquela lágrima escorrendo pelo seu olho e ele ali, quietinho, apenas ouvindo. Ouvindo e aprendendo, aprendendo lições que acha que vai servir pra sua vida toda. Nesse momento já devem ser mais de quatro horas, perdeu as contas. Mas falou, e falou e falou. Falou aquilo que queria falar a muito tempo, aquilo que lhe deixava pra baixo, aquilo que machucava sua caixinha de surpresas que carrega no peito. Não apenas falou, tentou entender, tentou explicar, tomara que não tenham esquecido suas palavras. Mas estava sempre atento. Em meio a cortes, a confidencias, a segredos, a palavras de afeto, a palavras que doeram, a palavras de carinho, a palavras de demonstração de amor. E o sol querendo aparecer, pro mundo inteiro acordar, e tais anjinhos irem dormir.

A cada dia Orácio rabisca mais, a cada dia rabisca um novo rumo pra sua vida. A cada dia uma nova história. A cada dia sua caixinha de surpresa que carrega dentro do peito esta mais confusa.

. Texto escrito por: Ícaro Uther

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Sopa de Letras.

Janeiro 27, 2008

“Estou dormindo um sono tranqüilo, com a serenidade de uma criança, e você mais uma vez está em meu sonho, o que explica esta sensação gostosa de tranqüilidade”.

Às vezes devemos ser quem não queremos ser. Devemos ser falsos, rudes e arrogantes. Não que queiramos isso, mas algum momento nos leva a isso. Não podemos ter tudo que desejamos, não, mas bem que tentamos. Tentei por inúmeras vezes. Ainda tento. Penso em desistir, mas tem gente que me faz acreditar no impossível e eu continuo tentando. Tem gente que está do meu lado pra o que der e vier. Nos momentos bons e nos ruins também.

Às vezes pensamos coisas ruins sobre as pessoas, mas elas não são ruins; o meio as tornou ruins. Um amigo meu hoje pediu pra eu dizer pra ele o que era felicidade. Fui bem franco; felicidade não existe. Você se sente feliz hoje, porque em outro momento da sua vida você sofreu menos do que está sofrendo hoje, por isso se considera feliz. A felicidade é uma maneira de o seu cérebro fazer com que seu corpo se sinta mais leve. Não que isso seja ruim, mas é uma falsa maneira de nos sentirmos bem.

Não estou sendo hipócrita não, pelo contrário, estou sendo sincero comigo mesmo. Felicidade pra mim se resume nos momentos bons, e principalmente, momentos bons que eu esteja com as pessoas que gosto, que amo, que venero.

Muitos escritores tentam nos definir a palavra felicidade, ainda vos digo, não acredito em sua existência, mas fui feliz, muito. E sou, e fui, e ainda vou ser mais feliz que hoje. Vou me sentir mais feliz quando puder ter algo que não me deixe pra baixo, cabisbaixo, com vontade de botar tudo pra fora, com prantos, espanto. Aquela ânsia que corrompe o peito, já falei da mesma anteriormente. Já falei de amor, de dor. Da inexistência de um ser. De o ser e não ser. Do complexo e o desconexo. Hoje é diferente. Hoje estou com vontade de falar de tudo. Tudo misturado, que nem aquelas sopinhas de letras que consumíamos quando criancinhas.

Hoje vos falo de amizade, amor, paz. Sentimentos bons para seres humanos. Sentimentos que na maioria das vezes se fazem contrários as nossas vontades. Sentimentos malévolos, que faz o mais terrível homem se deitar no chão e pedir perdão.

Sentimentos contraditórios, ninguém escolhe de quem gostar, e quando gosta não da certo. E quando era pra da certo, já era tarde, se não era tarde, estava indisponível. Por Deus, metam a boca no trombone! Não se reprimam em relação aos seus sentimentos. Se você gosta, você gosta e pronto. Como diz Ajosé: Isso é não aderir à revolução.

Isso é ser o que você não é. Isso é se esconder atrás de uma parede, para não se expor pro mundo, com medo dele não ser que nem sua mãe lhe contava. Isso é ser retrogrado. Tal mundo que às vezes é cruel com seus habitantes. Tal mundo que não é um conto de fadas. Tal mundo, imundo. Sim, estou sendo cruel. Estou empolgado com as letras. Falo de tudo, e de nada. E de nada adianta eu falar de tudo pra quem quer entender nada. Por Deus, já chega!

Não falar o que você pensa, esconder seus sentimentos, meter a boca no trombone e falar tudo que está esta entalado na garganta. Isso sim é aderir à revolução. Não esconda nada. Quebre a parede da vergonha e se exponha para o mundo. Tal mundo que é de todos. Tal mundo que tem pessoas que querem ajudar a todos, até mesmo os que não querem ser ajudados. Até mesmo os que não percebem que tem gente ao seu lado. Até mesmo os que não querem aderir à revolução.

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. Texto escrito por: Ícaro Uther

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O Que é Felicidade?

Janeiro 27, 2008

Continuando o do Johann…

As pessoas daqui não vivem para elas e sim para os outros.

As pessoas daqui não se importam com a vida delas e sim com a dos outros.

Tudo aqui é desse jeito, você passa, elas olham e te julgam pela sua aparência.

Nada aqui tem sentido…

Há um dia, você era amado, agora é odiado.

Há dois dias, você era amigo, agora é inimigo.

Há três dias, você era educado, agora é ignorante.

Há quatro dias, você era gentil, agora é bruto.

Há cinco dias, você era engraçado, agora é um maluco querendo aparecer.

Há seis dias, você era respeitado, agora é maltratado.

Há sete dias, você tinha razão, agora tudo esta certo, menos você.

Há oito dias, você tinha certeza, agora tudo esta confuso, tudo é incerto.

Há nove dias, você tinha amizades, agora tem certeza de que está sozinho.

Há dez dias, você não tinha nada, hoje está sozinho lendo esse texto.

Há um mês, você não sabia o que era viver, hoje você já esta morto.

Há dois meses, você não tinha o que fazer, agora tem este blog para lê.

Há três meses, você era comum, agora é tão estranho quanto eu.

Há quatro meses, você era uma pessoa triste, hoje não está mais aqui entre nós.

Há cinco meses, você era feliz…

Mas afinal, o que é felicidade?

1º - Será que uma pessoa é feliz quando sabe que tem amigos de verdade?

2º - Será que uma pessoa é feliz quando tem um filho?

3º - Será que uma pessoa é, realmente, feliz quando ganha na loteria?

4º - Será que uma pessoa é feliz quando encontra o seu verdadeiro amor?

1º - Eu sou feliz quando estou com meus amigos, só que nem sempre isso é possível…

2º - Eu ainda não tenho um filho…

3º - Eu nunca ganhei na loteria…

4º - Eu ainda não encontrei o meu verdadeiro amor… Estou à procura.

Mas afinal, o que é felicidade?

Fico me perguntando isso, mas até hoje não descobri a resposta, se vocês puderem me ajudar.

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. Texto escrito por: Victor Monteiro