Posts de Janeiro 22nd, 2008
Janeiro 22, 2008
Quem sou eu pra falar de amor?
Tal sentimento que mata, que fere, que nos deixa imunes a todas as doenças dessa vida psicopata e louca e malévola.
Quem sou eu pra falar de amor?
Tal dádiva na nossa vida que chega sem nós querermos, que vai embora na hora errada, e que vai e volta, nos deixa parecendo bebês chorões.
Sim, sou eu que vou falar de amor!
Não sou a pessoa certa para expressar tal sentimento, mas mesmo assim, quem é você pra falar de amor?
Quem é você pra dizer quem eu amo. Se nem mesmo eu sei quem eu amo. Se nem mesmo eu sei que mundo louco é esse que está ao meu redor, tal mundo, que às vezes nós buscamos uma fuga. Famosa fuga da realidade, mas pra que fugir da realidade, se quando voltamos a ela, descobrimos que ela está a mesma bosta que deixamos na hora que partimos.
Quem és tu pra falar de amor?
Se na hora que mais precisamos de um amor, ele não está disponível.
Devia existir o Amor-Fênix. Por que não criam um amor assim? Pra que inventaram essa história que “o amor acaba”? Se acabar, é porque não era amor de verdade. Se tal amor acabasse, ele devia renascer mais forte. Que venha o Amor-Fênix.
Mas, quem sou eu pra falar de amor?
Acho que nesses quinze anos de vida, eu mal sei o que é o amor, eu mal sei quais são as dores do amor. Mas pelo pouco que sei, acho que é a pior dor que existe. É aquela dor interna, que nos fere aos poucos. É aquela dor invisível, que só sentimos quando estamos encolhidinhos na cama prontos para irmos dormir. É a dor dos pensamentos inoportunos, por que é tão difícil esquecer tal pessoa? Aliás, será que queremos esquecer tal pessoa?
Quem sou eu pra falar de amor?
Quem sou eu pra falar das dores que apertam o peito, aquela ânsia que sentimos. Aquela dor que chega a ser insuportável. Quem sou eu pra falar de noites em claro, noites perdidas porque aquela figura não saia da nossa cabeça. Chega a ser loucura, mas foi apenas um momento de empolgação meu.
. Texto escrito por: Ícaro Uther
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Janeiro 22, 2008
Meados de 1994 nasce uma garotinha a qual se tornaria a pioneira da moda Emocore de Parnaíba. Seu nome é Graziella, o sobrenome não importa. Estudante por opção, Emo por obrigação interior. Como tudo começou, viajemos para o submundo de sua mente doentia:
Túnel do Tempo: De chapinha em chapinha alisando sua franja, Graziella com apenas 4 anos, passava divertidas tardes ouvindo Panic At The Disco!, Placebo, Simple Plain, Vanilla Sky e outras bandinhas Pop entre os nossos miguxxos HC de plantão.
Moradora assídua de um Bairro da região carente e literalmente desfavorecida de Parnaíba ( Ela não me permitiu informar o nome do Bairro ), caminha por ruas usando suas delicadas chinelinhas Ipanema batendo milhares de fotos no seu celularzinho do Core. Acompanhada de sua indivisível escudeira, Savina, ambas percorrem longínquas distancias atrás do sonho e da causa emo ( que até hoje ninguém sabe que sonho e causa são essas ). Agora acompanhem um impagável recado que Graziella me deixou no Orkut outro dia.
Graziella Balaguer : UuuUUXXxxxXÊêÊÊhHhh mMiIIGuUUxxXuUUuhhh
OlLLHhhaa láÁ ddDiiXXxPppooiIxxxX AxxXsSS MIinHhAAXX FffooThhUuss NooOvVAHhSS TáAa haQuih Nhu mEu TollAÇããÂOoZiiNhooOUUhh <<<333.
( Grazi, foto abaixo. )

Poxa Graziella, eu te amo, e num fica com raiva, mas se tu não for emo, então emo não existe, ou eu tô errado, heim Ícaro?
. Invasão aqui, Minha vez ( Ícaro ), de falar da Grazi. Ela é a única emo que eu conheço que usa “Bojo Total Flex”, & é a única menina que eu conheço também que com três anos de idade já usava silicone. Fora seus três escravinhos que ela trouxe de São Luiz pra cuidarem da casa dela. Ah, depois escrevo algo sobre a Grazi. Beijos, me liga.
. Texto Escrito por: Johann Bauer
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Janeiro 22, 2008
Voltando ao fantástico roubo de pitos, vou contar pra vocês o nosso segundo dia de jornada. Dessa vez tivemos toda uma preparação física e mental para fazermos tal tarefa. Agente preparou uma série de artefatos caseiros para nos ajudar nos furtos.
Na mochila que o Hyago levava tinha: Alicate, Grampos, Cola Super-Bonder, Cordas, Fios de telefone, Tesoura, Fita adesiva, podemos dizer que tudo que você imagine tinha dentro desta bendita mochila.
E lá fomos nós, ao infinito e além. Dessa vez nós descemos mais ainda as ruas do bairro, e nos deparamos com uma moto estacionada, coitada dela, até hoje eu nunca me esqueço da cena, tiramos os pitos, e no “bilotinho” lá que eu não sei o nome, nós botamos um grampo em cada, que era pra ficar secando o Pneu. Não satisfeito apenas em secar o Pneu da moto, vocês sabem o tanque da moto, tem aquela tampa de proteção, que quando agente vai abrir ela vira pro lado. Pois é. O Sr. Hyago pega a cola Super-Bonder e cola toda aquela tampa… O que será que o cidadão dono daquela moto deve ter pensado quando tentou abrir o tanque e não conseguiu…
Após ter feito isso, nós resolvemos voltar de onde saímos, e cortamos uma rua e fomos bater bem no Posto de Gasolina em frente ao Supermercado Elizeu Martins. Lá por trás do posto tem uma borracharia, e foi pra lá mesmo que nós fomos.
Tinha uma bicicleta parada lá, e era ela mesmo que nós íamos atacar, mas nunca que eu imaginaria que ia ter alguém dentro daquela borracharia. Quando agente tirou o pito agente só ouviu essas singelas palavras:
- Eu ainda mato um ladrão fela da puta!
E foi esse doido correndo atrás da gente, e nós corremos numa velocidade que até hoje eu não sei de onde saiu tal velocidade. Quanto mais agente corria, o doido corria atrás da gente. Só sei que depois dessa pressão, nunca mais que agente saiu pra roubar pitos, aliás, saímos sim, mas minha mente não quer recordar de tal fato.
. Texto Escrito por: Ícaro Uther
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Janeiro 22, 2008
Porque é preciso chorar. Ai do homem que não consegue chorar. Ai. Ai. Ai. Chorar. Falemos sério. Aquele aperto no peito já é coisa do passado. O barato são as lágrimas. Deixemos de conversa fiada. Papo besta de panela prestes a explodir. Para que tanta pressão? Opressão danada. Como se fôssemos vampiros. Catando lixo na escuridão. Maldição.
Porque é preciso chorar. Não estou falando de bebês chorões. Chorar. Feito machos. Os machos também choram. Também há lágrimas escorrendo e umedecendo barbas. Bigodes. Cavanhaques. E as mulheres - pasmem! - não nos consideram fracotes ou bobalhões. Sério! Aceitam-nos enquanto humanos.
Porque é preciso chorar. Precisamos piscar com um certo conforto. Lágrimas. Faz-se necessário alimentar a córnea. Lágrimas. Nada de microorganismos invasores. Lágrimas. E por aí vai. Seremos nós - homens - tão idiotas assim? Chorem! Por deus, chorem! Digam que é em prol da visão. Que seja. Mas chorem.
Porque é preciso chorar. Deixemos de ser raposa. Se não alcançamos as uvas é por uma incapacidade qualquer. Se não sou capaz de enfrentar não sou capaz de enfrentar e pronto. Se me envergonho de nem sempre corresponder às expectativas me envergonho de nem sempre corresponder às expectativas e pronto. Mas afirmar que homem não chora ou não deve chorar é uma grande bobagem. É não aderir à revolução.
. Texto escrito por: Ajosé ( Foto abaixo )

Mais textos do Prof. Ajosé: Clique aqui.
. Post By: Ícaro Uther
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Janeiro 22, 2008
Há uns dois, três anos atrás, não me recordo bem, saíamos todas as noites durante quase uma semana, eu (Ícaro), Hyago & Rafael Porcão, para fazer o que, roubar pitos de carro. Exato, pitos de carro!
Era uma aventura imensa, pra nós na época, era a coisa mais psicodélica e alucinante que agente fazia. Quando descíamos uns quatro, cinco quarteirões das nossas casas era uma aventura exorbitante. Tal aventura que parecia às vezes durar não horas, mas sim dias e dias.
Nessa primeira parte vou lhes contar o nosso primeiro dia de aventura.
Era por volta das 19h, e não tínhamos nada pra fazer, até hoje não sei de onde veio essa mirabolante idéia de sair para roubar pitos. Fomos, saímos pelas ruas até então desconhecidas, e a tática era a seguinte: Um vigiava, enquanto os outros dois tiravam os pitos. Mas não era nem pito de ferro, como chamava na época, que nós íamos atrás não, era qualquer tipo de pito mesmo, até os de plástico valiam.
Nós estávamos perto de uma escolinha que tinha aqui por perto, umas três quadras daqui se não me engano. E pra gente qualquer carro parado na rua já valia. Nós avistamos tal carro, só não percebemos que do outro lado da rua, tinha várias pessoas num terraço, resolvemos arriscar. Pra que meu deus?
Eu dessa vez tava de vigia, assim que eu passo pela rua pra vê se tinha algo de errado, não vi as pessoas. Até aí tudo bem, eu fico parado na esquina enquanto o Hyago e o Porcão iam atacar o carro. Assim que o Porcão tirou o primeiro pito, nós só ouvimos esse singelo ruído:
- No meu carro tu não meches não, seu viado!
Foi uma correria doida, eu e o Hyago corremos pro lado de casa, mas o Rafael correu pro outro lado, puta merda, cadê o Porcão?
E agente chegou em frente a casa do Hyago, e nós estávamos tremendo mais que vara verde. E era uma preocupação doida atrás do Porcão, cadê esse cara que não chegava.
E sério quase que agente chora de preocupação. Mais ou menos trinta minutos depois, lá se vem o Rafael Porcão, todo suado e sujo de lama.
- Porra Rafael, onde tu se meteu cara?
- Cara, vocês não acreditam, o cara entrou correndo dentro da casa, pegou a chave do carro, e saiu correndo atrás de mim. Eu saí correndo, “tubado”, e o cara atrás de mim, eu tive que pular dentro dum beco pra me esconder, fiquei deitado lá, e o cara passou um monte de vez bem devagarzinho, só que não me viu.
Passado o susto, todos nós voltamos pra nossa casa, já arquitetando maquiavelicamente o que iríamos fazer no dia seguinte. No próximo capitulo dessa história, vou lhes contar o nosso avanço tecnológico para roubar os pitos e todas as nossas máquinas usadas para o trabalho. Aguardem.
. Texto escrito por: Ícaro Uther
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Janeiro 22, 2008
Estou aqui, começando agora com essa categoria nova no nosso Blog, a categoria de Textos Variados. Diversos temas, Diversos autores, serão trabalhados aqui. Eu, particulamente, escolhí para nessa categoria, trabalhar o tema: Amor.
Amor é uma coisa boa, correto? Às vezes não.
.
Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a “dor-de-cotovelo” propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
. Texto escrito por: Martha Medeiros
. Post by: Ícaro Uther
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Janeiro 22, 2008
Muito bem, se lembram quando eu disse que na minha calçada do mal tem de tudo? Pois é pessoal, vou só mesmo reforçar a idéia. O dia do Cocktail Molotov
Eu, André Felipe, Hyago, Ícaro e André Zoim. Todo mundo sentado la em casa de boa conversando, quando de repente o Hyago fala:
- Porra, nunca explodi um Cocktail Molotov!
E vamos que vamos. Esse povo é tão desocupado e com a vida vazia que fez questão de caminhar 10 quarteirões até o posto de gasolina da avenida só mesmo pra comprar R$ 1,00 de álcool. Vinte minutos de vivida e saudável caminhada e estamos de volta à cena presente. Uma garrafa Long Neck cerveja com um pano na boca.
Caminhamos ate um local propicio para sua combustão imediata ( nossa, falei lindo ).
Mais suspeito não podia ser o local: Rua deserta e manjada pela policia, escura e abandonada, o pior foi que a gente nem se tocou.
Fósforo… Acendido… e… e… Pau!!! Fogo pra todo lado no calçamento. Iluminou deus e o mundo ali na hora, plenas 10 horas da noite.
Corre negadaaa!!!!!!!!!!
Nem, nunca mais dou corda pro Hyago e as doideras dele, O New Punk da cidade.
. Texto escrito por: Johann Bauer
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